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Dispositifs fiscaux

Déficit foncier: funcionamento e estratégia 2026

O que é este dispositivo?

O déficit foncier é um mecanismo do regime foncier real: quando as despesas e obras dedutíveis de um imóvel arrendado sem mobília excedem as rendas recebidas, gera-se um prejuízo predial. Este imputa-se no rendimento global até 10.700 EUR/ano. Para além, o excedente é transportável para os rendimentos prediais dos 10 anos seguintes.

Condições de elegibilidade

Condições: imóvel arrendado SEM MOBÍLIA. Opção pelo regime foncier real (automática acima de 15.000 EUR de rendimentos prediais). Obras dedutíveis: manutenção, reparação, melhoria. NÃO dedutíveis: construção, reconstrução, ampliação. Compromisso de arrendamento 3 anos após a última imputação.

Vantagens fiscais

Vantagem principal: imputação no rendimento global. A 30% de escalão: 10.700 EUR de prejuízo poupam ~3.210 EUR de imposto mais 1.840 EUR de contribuições sociais evitadas = ~5.050 EUR de poupança anual. O transporte a 10 anos amortiza o efeito fiscal no tempo. Cumulável com outros esquemas.

Desvantagens e limites

O compromisso de arrendamento de 3 anos restringe a estratégia patrimonial. Apenas o arrendamento sem mobília é elegível. A natureza das obras é estritamente enquadrada: uma requalificação de melhoria a construção pela administração pode fazer perder o benefício.

Para quem é adequado este dispositivo?

Adequado para investidores em arrendamento sem mobília com grandes obras, escalão marginal alto (30%, 41%, 45%), aceitando o compromisso de 3 anos e com rendimentos prediais existentes para absorver o excedente.

Exemplo numérico

Caso típico: T3 antigo comprado 200.000 EUR + 25.000 EUR de obras, arrendado sem mobília 850 EUR/mês. Renda anual: 10.200 EUR. Despesas correntes: 3.200 EUR. Obras: 25.000 EUR (ano 1). Prejuízo: -18.000 EUR. Imputação no rendimento global: 10.700 EUR → ~3.210 EUR de poupança a 30%. Transporte: 7.300 EUR a 10 anos. Poupança contribuições: 1.840 EUR. Total ano 1: ~5.050 EUR.

Como se compara com outros dispositivos?

Vs LMNP real: déficit foncier mais eficiente para obras pontuais e pesadas; LMNP para amortizar durável. Vs Denormandie: Denormandie é redução direta (12-21%), déficit é dedução de despesas. A escalões altos vence muitas vezes déficit. Vs Pinel: não comparável.

Perguntas frequentes

Qual é o teto anual do déficit foncier imputável?
10.700 EUR/ano no rendimento global. O excedente é transportável para os rendimentos prediais (apenas, não no rendimento global) durante os 10 anos seguintes.
Que obras dão direito ao déficit foncier?
Obras de manutenção (reparações correntes), reparação (estrutura, telhado, canalização, eletricidade) e melhoria (isolamento, aquecimento, sanitários). NÃO: construção, reconstrução ou ampliação.
É obrigatório um compromisso de arrendamento após déficit foncier?
Sim, arrendamento sem mobília durante pelo menos 3 anos após o ano da última imputação no rendimento global. O incumprimento implica a perda retroativa do benefício.
Pode-se combinar déficit foncier e LMNP?
Não no mesmo imóvel (sem mobília vs mobiliado). Mas um investidor pode ter certos imóveis em déficit foncier (sem mobília) e outros em LMNP (mobiliado).